Olá! Se estás a ler este artigo é muito provável que estejas a ponderar a incrível decisão de doar óvulos. Se vais doar óvulos pela primeira vez, de certeza que te perguntas que tipo de exames vais realizar. Para além dos exames médicos, a avaliação psicológica para doar óvulos costuma ser a que desperta mais curiosidade e, por vezes, algum receio. No entanto, é completamente normal que surjam dúvidas sobre o processo. Vão fazer-te muitas perguntas? É muito difícil? Nada disso!
Neste artigo, explicamos-te de forma simples, próxima e clara em que consiste esta avaliação, para que vás completamente tranquila. É um gesto cheio de solidariedade e empatia que pode mudar por completo a vida de pessoas que sonham em constituir uma família e não o conseguem fazer de forma natural. É algo muito bonito!
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TogglePorque é tão importante realizar uma avaliação psicológica?
Em Portugal, a legislação relativa à reprodução medicamente assistida é muito rigorosa. O seu principal objetivo é proteger tanto a tua saúde física e mental como a dos futuros bebés. Por isso, realizar uma avaliação psicológica para doar óvulos é um requisito obrigatório.
Um dos aspetos fundamentais analisados nesta fase é que compreendas e te sintas confortável com o facto da dádiva de óvulos não ser anónima para a pessoa que venha a nascer na sequência de um tratamento de Procriação Medicamente Assistida (PMA). Isto significa que, quando atingir a idade legalmente prevista, a pessoa nascida poderá, através do Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), ter acesso à tua identidade civil, de acordo com o seu direito de conhecer a sua origem biológica. No entanto, essa identificação não estabelece qualquer relação de filiação ou vínculo de parentalidade entre esta e a pessoa nascida.
Ao mesmo tempo, a tua identidade enquanto dadora mantém-se protegida perante a pessoa recetora: não conhecerás a identidade da pessoa ou do casal que recebe os teus óvulos, nem terás acesso à identidade das crianças que possam nascer na sequência da tua dádiva.
Esta avaliação psicológica permite confirmar que compreendes estas condições e que estás emocionalmente preparada para realizar este ato de solidariedade, sabendo que a dádiva implica a possibilidade de, no futuro, a pessoa nascida poder conhecer a tua identidade, mas não implica que sejas considerada sua progenitora.
Não encares isto como um exame em que podes “chumbar”. Pensa antes neste momento como um espaço seguro onde profissionais da área se certificam de que estás a tomar uma decisão informada, livre e de acordo com os teus valores. Queremos que te sintas acompanhada e cuidada em todos os momentos!
Como é feita a avaliação psicológica para doar óvulos?
O processo é simples, próximo e dinâmico. Divide-se principalmente em três partes:
A entrevista de avaliação pessoal
Trata-se de uma conversa próxima e descontraída com um psicólogo especializado. Vai perguntar-te sobre as tuas motivações para seres dadora, os teus planos para o futuro, a tua situação atual e a forma como lidas com as tuas emoções no dia a dia. O objetivo é confirmar que estás a tomar esta decisão de forma voluntária e altruísta, e não devido a pressões externas.
O teste de personalidade
Não te assustes, não existem perguntas com rasteira! É um questionário padronizado que avalia alguns traços da tua personalidade para confirmar que tens uma boa estabilidade emocional. Só tens de responder com total honestidade e espontaneidade. As perguntas costumam centrar-se na forma como reages perante situações de stress, no teu nível de empatia e no teu equilíbrio emocional em geral.
A análise do teu estilo de vida e antecedentes
O especialista irá rever contigo os teus hábitos diários (qualidade do sono, se fumas, se praticas exercício físico ou se consomes álcool) e os teus antecedentes familiares. Nesta fase, também será avaliado o teu historial de saúde. Por exemplo, se tens alguma condição médica ou ginecológica, como a Síndrome Ovárica Metabólica Poliendócrina (SOMP), será articulada com a equipa médica a avaliação necessária para garantir que o processo de doação é seguro para ti.
Perguntas frequentes sobre o processo e o seu impacto emocional
É muito comum que, ao pesquisares sobre a ovodoação, encontres dúvidas complexas em fóruns e redes sociais. Queremos responder às perguntas mais frequentes da forma mais honesta possível:
O que é o luto genético na ovodoação?
Este conceito afeta principalmente as mães recetoras. O luto genético é o processo emocional através do qual uma mulher assimila e aceita que o seu futuro filho não terá a mesma herança genética. Compreender esta realidade permite-te perceber o valor da tua doação: graças à tua generosidade, uma mulher pode ultrapassar esse processo e viver a experiência de engravidar e dar à luz o seu bebé.
Quais são as experiências negativas da ovodoação?
As experiências menos positivas estão geralmente relacionadas com pequenas molestias físicas temporárias, como inchaço abdominal ou sensibilidade mamária durante a estimulação ovárica, semelhantes aos sintomas pré-menstruais. A nível emocional, uma experiência menos positiva pode surgir quando a candidata não recebeu informação suficiente e tem dúvidas sobre o anonimato. Por isso, na Easydona, esforçamo-nos para que tenhas toda a informação clara desde o primeiro dia.
Que trauma te causou ser filha de um dador de espermatozoides?
Muitas dadoras perguntam-se se a sua decisão poderá causar problemas emocionais nas futuras crianças. Os estudos psicológicos atuais indicam que as crianças nascidas através de técnicas de reprodução medicamente assistida crescem em famílias onde foram muito desejadas. A origem biológica, por si só, não determina problemas emocionais quando é abordada no contexto familiar com amor, transparência e naturalidade.
Conclusão: a tua tranquilidade é o mais importante
Como pudeste ver, a avaliação psicológica para doar óvulos é um passo simples e pensado para cuidar também da tua saúde emocional. Não tens motivos para te preocupares: a nossa equipa estará ao teu lado para te orientar, esclarecer as tuas dúvidas e fazer com que te sintas confortável em todas as etapas deste gesto de solidariedade.
Doar óvulos é dar uma oportunidade para constituir uma família. Se sentes que estás preparada para dar o passo ou se queres falar connosco para esclarecer alguma dúvida, teremos todo o gosto em acompanhar-te neste caminho!
Conhece o processo de doação de óvulos em Faro!
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Referências bibliográficas
- Lei n.º 32/2006, de 26 de julho, sobre Procriação Medicamente Assistida. Diário da República, Portugal.
- CNPMA, Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida.








